16/11/2015 às 10h48min - Atualizada em 16/11/2015 às 10h48min

Ceagesp é coisa nossa, Prefeitura propôs a assumir o entreposto.

Reportagem Natan Arcanjo

 

Próximo ao morro São João, o lugar mais central do município, entre o rio Olaria ao longo da Rua João lll, foi erguido durante o governo Laudo Natel, no final da década de 1970, o Terminal Pesqueiro, então pertencente ao CEASA do Estado de São Paulo, posteriormente passou para CEAGESP uma empresa do governo paulista. Tratava-se de um prédio modesto da CIBRAZEM que depois de entregue ao governo paulista foi ampliado e adequado às necessidades da região. De grande utilidade e sempre funcionando bem movimentou a economia pesqueira de nossa cidade; assim diversas empresas mudaram para a cidade tendo os pescadores artesanais valendo-se do terminal para suas atividades comerciais e consequentemente o valendo se do terminal o próprio sustendo e de suas famílias. O terminal atracava embarcações de outros portos; principalmente em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Dispondo de 23 salas comerciais o local é apropriado para a venda de pescado ao varejo, porto de atracação com todos os equipamentos necessários à carga e descarga de pescados; além de oficina com rampa e equipamento para reforma de embarcações, assim como uma fábrica de gelo. Há poucos anos atrás durante privatizações, o governo paulista privatizou inúmeras empresas para fazer caixa: Fepasa, Vasp, Hotéis Glória e Ceagesp e siderúrgicas. Algumas, como os Hotéis foram repassadas aos municípios como o Hotel Glória estavam em funcionamento. Outras foram vendidas, dado o interesse da iniciativa privada. Assim o CEAGESP, teve o terminal pesqueiro de Cananéia entregue à União. Aliás salienta-se que terminal pesqueiro público paulista existe em Cananéia, Santos e Ubatuba. A União, através do Ministério da Pesca repassou à administração a empresa particular para explorar o terminal. No entanto, essa apenas arrecadou os altos valores das receitas advindas da movimentação e não mais aplicou e investiu no terminal. A ausência de investimento chegou a se tornar inadimplente junto a concessionária de energia elétrica e água, tendo o fornecimento suspenso. O Ministério da Pesca retirou a empresa da administração do terminal pesqueiro e hoje se encontra vago, sem administração, sem administrador, sem gerencia, sem alguma autoridade para gerenciar o complexo portuário de grande importância para a cidade e para o Estado de São Paulo. Em conversa com o Ministro, foram destacadas as dificuldades enfrentadas pelos pescadores, relacionando a precariedade das instalações do Terminal Pesqueiro de Cananéia e que esta situação acaba impactando de maneiras negativas o sistema financeiro do Município. Aproveitou o momento para entregar em mãos um projeto de melhorias no Terminal, que em conversas bem adiantadas poderá ser executado pelo próprio Ministério da Pesca ou em convênio com o município. O Ministro mostrou conhecimento na área e também sensibilizado com a situação, garantiu envolvimento pessoal nesta causa. Mas meses se passaram e nada foi feito, `` hoje é uma associação que está prestando serviço no local. “Alguns pontos do terminal que estavam sem energia elétrica nos colocamos como aqui no píer e instalação de agua. Mas com o a máquina de gelo danificada com o tempo nós estamos comprando gelo do particular encarecendo o custo de um barco para pescar”. Disseram os pescadores. Segundo Dra. Alessandra Algarin que presta assessoria no Assembleia Legislativa em São Paulo, esteve em Brasília com o Ministro da pesca pedindo para dar prioridade ao terminal pesqueiro de Cananeia. ” Porque eu sei quanto os pescadores precisam do terminal funcionando, uma licitação vai ser feita, mas como o Ministério da Pesca foi extinto na Reforma Ministerial e a Pasta foi incorporada pelo Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento Agrário.Com essa mudança vai demorar um pouco, mas eu estou lutando na assembleia legislativa de São Paulo, junto com oDeputados que estão me ajudando nessa questão do Terminal Pesqueiro que é o Deputado Federal Baleia Rossi e o Deputado Estadual Jorge Caruso, pois os Ministérios estão ligados ao PMDB.”. Disse Dra. Alessandra. Apesar das dificuldades, o terminal continua operando, pois, muitas famílias dependem dele. São cerca de 50 barcos de pesca industrial, com tripulação média de cinco pessoas em cada. Na pesca artesanal, operam 150 embarcações com cerca de duas a quatro pessoas; pai, filho, esposa, em regime de economia familiar e parceiros. “O prédio, construído na década de 1970, tem sinais de má conservação. Parte do telhado dos fundos do prédio e as janelas precisam de manutenção. “Tem várias coisas que é um absurdo estarem nessa situação. O mar já está começando a destruir o calçadão do Ceagesp e o povo precisa disso aqui funcionado. É um absurdo mais um patrimônio sendo virado ruinas na cidade como exemplo o Hotel Gloria. “O terminal de pesca feito para o pescador, mas o pescador não tem benefício nenhum”, reclama Jocilio da Costa. " Se o terminal está funcionando graças associação dos pescadores e peixeiros, que hoje paga em dia os funcionários e um salário justo para os trabalhadores, ” só queremos melhorias no local porque de promessa estamos cheios disse Arnaldo um pescador.

Em reunião na Prefeitura com a secretaria do ministro da pesca, a prefeitura propôs em caráter emergencial assumir a Ceagesp, até ter uma nova licitação seja feita, para que uma empresa privada possa continuar o serviço.


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