04/12/2015 às 22h35min - Atualizada em 04/12/2015 às 22h35min

Pescador espanca a esposa, e machuca seu filho de 10 meses e é preso no Acaraú em Cananeia

O casal começou a discutir em casa, e virou agressão na manhã desta sexta-feira.

 

 

 

 

 

Nesta sexta-feira por volta das 12:30 hs, pescador L.R.F. aplicou diversos socos e pontapés sua mulher A.C, e logo depois foi preso pela Polícia Militar (PM).

O crime ocorreu na manhã desta sexta-feira (04), na rua Paulo Takaki, no bairro Acaraú acusado de espancar sua esposa - com quem tem filho menor, o pescador e sua esposa começaram uma discussão por motivo banais, no início da tarde. Na discussão o acusado remessou uma carteira que atingiu o rosto do seu filho de 10 meses, provocando um hematoma  

O pescador perdeu o controle e aplicou uma surra na companheira, que chamou a polícia e denunciou o caso de violência doméstica. L.F.R tentou se justificar junto aos militares, alegando que tinha motivo de agir daquela forma.

 Ele foi levado para delegacia de Polícia, onde foi autuado em flagrante com base na Lei Maria da Penha. A vítima denunciou que o marido tem índole agressiva e está acostumado a espancá-la as brigas eram constantes casos já eram rotineiros dos policiais.

Pesquisa da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça revela que 80% das mulheres agredidas não querem que o autor da violência seja punido com prisão. A pesquisa “Violência contra a Mulher e as Práticas Institucionais” apurou também as condições de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, criados pela Lei Maria da Penha, e Defensorias Púbicas em 11 cidades de seis Estados brasileiros.

Entre as alternativas apontadas por essas vítimas, 40% disseram que os agressores – com quem ela mantém ou manteve uma relação doméstica, familiar ou íntima de afeto – devem fazer tratamento psicológicos e/ou com assistentes sociais, 30% acham que eles deveriam frequentar grupos de agressores para se conscientizarem, 10% acham que a prestação de serviços à comunidade é a melhor alternativa penal.

“Esse número não quer dizer que elas se sintam a causadora da agressão, como se os homens tenham que se defender delas, mas elas tentam remediar a situação atribuindo a violência a outros fatores. Ela pode dizer que foi negligente na relação, não deu atenção ao companheiro, não cuidou do asseio das crianças. Ela se convence de que de algum modo se omitiu no papel estipulado ao gênero”, diz Cristiane.

A prisão também não é a melhor alternativa. “A função do Judiciário não é só impor uma pena de reclusão, que impede que ele pague a pensão para o filho, e joga o agressor em um ambiente extremamente machista e que fomenta a violência.  O Estado tem que atuar mais na prevenção, pensar em medidas que viabilizem uma educação não sexista a médio e longo prazo”, diz.

A coordenadora da pesquisa elogia a utilização de grupos de reflexão, no qual homens culpados de agressão frequentam reuniões acompanhadas de psicólogos e assistentes sociais para entender a cultura machista em que estão inseridos e a violência que praticaram.  “A medida está sendo muito bem vista porque força o sujeito a comparecer nessas reuniões. Ele acaba ouvindo outro lado, que ensina a não permanecer na violência, até porque muitas vezes ele nem sabe como sair desse ciclo”.


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