22/05/2020 às 20h40min - Atualizada em 22/05/2020 às 20h40min

Nos bairros com maior índice de mosquito da dengue, lixo explica tudo.

Nos três bairros em situação de risco para infestação o Jornal Noticia de Cananeia encontrou várias possíveis foco do mosquito...

- Redação Natan Arcanjo
Fonte:Reportagem Natan Arcanjo MTB 799553-SP
Credito de Imagem JNC
Nos três bairros de Cananeia em situação de risco para infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, todos os moradores já conhecem a causa da liderança das regiões no ranking divulgado pela Coordenadoria de Controle de Endemias, da secretaria municipal de Saúde: o lixo. Segundo o funcionário da saúde (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes Aegypti), Bairro Acaraú, Vigoreli, Vila Cabana e Rocio são os bairros em risco para infestação do mosquito. Não é preciso andar muito para encontrar pilhas de lixo e possíveis focos de dengue pelas ruas desses bairros. A reclamação entre os moradores também é comum e o ‘desleixo’ dos vizinhos aparece em cada depoimento. Foi essa situação que a reportagem do JNC encontrou na Vila Cabana. O mato alto em terrenos baldios e abandonados em vários bairros de Cananeia tem incomodado moradores próximos. Além da sujeira, os lugares são propícios para virar criadouro do mosquito Aedes Aegypt, acúmulo de lixo e acarretar outras doenças até na Avenida Independência. “Limpo meu quintal, mas tem um monte de vizinhos que jogam lixo nos terrenos”, revelou o morador da Rua Ranulfo Paiva. No ano passado, Ana Paula viu o marido sofrer de dengue e desde então criou o hábito de cuidar possíveis focos de dengue. E o caso de Fábio, de 42 anos. “Onde vejo uma vasilha com água parada, viro e amasso, para não correr risco de virar criadouro do mosquito”, contou. Segundo ele, quem mora na região sofre com o grande número de mosquitos, o que torna impossível “dormir sem um ventilador”. Para o motorista da prefeitura, a quantidade de lixo nas ruas e terrenos é uma consequência do comportamento dos próprios moradores. “Sempre tem lixeiro por aqui, mas sempre tem lixo. Na minha casa nunca ninguém teve dengue, mas tenho muito medo”, contou. A situação não é diferente no Acaraú Rosângela Bernardo, de 42 anos, o lixo que toma conta de terrenos baldios é de longe a maior preocupação. “Onde passo e vejo vasilha com água jogo fora. Tem vizinho que cuida, outros não e os próprios moradores jogam lixo, não adianta a prefeitura limpar”. A Prefeitura não soltou através do setor epidemiológico nenhuma nota, mais muitos pacientes foram diagnosticados com dengue, sem falar dos pacientes que não procuraram um profissional de saúde para um correto diagnóstico. O Setor de Vigilância epidemiológica informa que está recebendo reclamações e denúncias, o que auxilia a mapear os pontos críticos e com casos positivos de dengue e zika vírus. Segundo o setor de vigilância, os agentes realizaram varias  visitadas a domicílios, imóveis com propensão a focos de criadouro, como ferro velho, sucatas, entre outros e outra parte faz vistoria de imóveis residenciais. Neste último caso, a vistoria é acompanhada pelo dono do imóvel que entra no imóvel, observa os pontos comuns de possível criadouro e elimina o foco com larvicida ou faz a devida orientação nos cuidados em caso de piscina e locais que não podem ser eliminados.
 
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