25/06/2020 às 11h54min - Atualizada em 25/06/2020 às 11h54min

Hospital Regional de Pariquera- Açu realiza captação de órgãos

A Comissão Intra-hospitalar de Transplante (CIHT) do Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua (HRLB/CONSAÚDE) realizou mais uma captação de órgãos no dia 18. O paciente de 61 anos, morador de Ilha Comprida, teve traumatismo cranioencefálico após sofrer queda de uma laje. A família optou pela doação de órgãos. Foram doados os dois rins.

O enfermeiro André Luís Arcari, Enfermeiro Coordenador da CIHT do HRLB, vinculada a OPO (Organização de Procura de Órgão) do Hospital das Clínicas de São Paulo, disse que a doação ajudou pessoas que estavam na fila de transplantes. “Mesmo no momento de luto, com profunda tristeza pela perda do ente querido, a família autorizou a doação dos órgãos. Agradecemos os familiares pelo ato, o que gerou vida a outras pessoas”, contou.

A equipe do HRLB/CONSAÚDE realizou dois testes clínicos e um exame de imagem, todos compatíveis com o quadro de morte encefálica para que a doação fosse possível. Participaram da captação o anestesista Leandro Dias, os enfermeiros Richard e André e os técnicos de enfermagem Elvis, Cinira, e Luiz Godoi.

 

Como ocorre a doação

Antes da morte encefálica ser declarada, é feito todo o possível para salvar a vida do paciente. Após o diagnóstico de morte encefálica, não há qualquer chance de recuperação. A família é informada assim que há a suspeita de morte encefálica do paciente, inclusive sobre a possibilidade de doação de órgãos. Os profissionais da Comissão também são responsáveis pelo apoio psicológico dos familiares. Os familiares diretos são responsáveis por autorizar ou não a doação. Cabe ressaltar que após a retirada dos órgãos, é feita a recomposição do corpo e o doador poderá ser velado normalmente, ou seja, não há deformação do corpo do ente querido. Quem deseja ser doador, deve comunicar seus familiares”, explicou o enfermeiro André Luís Arcari.

A Comissão do HRLB foi constituída e aprovada pela Portaria nº 002/2012, de 29 de fevereiro de 2012. O Hospital foi incluído no Programa Paulista de Apoio às Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, programa do qual fazem parte hospitais que, em 2013, notificaram maior número de mortes encefálicas no Estado de São Paulo.

 

A doação salva vidas

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.

No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar. Pela legislação brasileira, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, no entanto, observa-se que, na grande maioria dos casos, quando a família tem conhecimento do desejo de doar do parente falecido, esse desejo é respeitado. Por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários. Essa é a modalidade de consentimento que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de transplantes.

A vontade do doador, expressamente registrada, também pode ser aceita, caso haja decisão judicial nesse sentido. Em razão disso tudo, orienta-se que a pessoa que deseja ser doador de órgãos e tecidos comunique sua vontade aos seus familiares.

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Cabe à Central Estadual de Transplantes, por meio desse sistema, gerar a lista de receptores compatíveis com o doador em questão. A posição na lista de espera é definida por critérios técnicos de compatibilidade entre doador e receptor (tais como a compatibilidade sanguínea, antropométrica, gravidade do quadro e tempo de espera em lista do receptor). Para alguns tipos de transplantes é exigida, ainda, a compatibilidade genética.

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